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Gestão Jurídica
19.12.2025

Agravo de instrumento: o que diz o novo CPC

agravo de instrumento
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O agravo de instrumento é um dos recursos mais relevantes do processo civil brasileiro, especialmente para departamentos jurídicos corporativos que lidam com decisões judiciais capazes de impactar diretamente a operação, o caixa e a estratégia das empresas.

Com a entrada em vigor do Código de Processo Civil de 2015, o instituto passou por mudanças significativas, exigindo atenção redobrada de advogados, gestores jurídicos e equipes que atuam com contencioso estratégico. Saber quando o agravo é cabível, como estruturá-lo corretamente e como gerir seus prazos e documentos é fundamental para reduzir riscos e evitar prejuízos irreversíveis.

Neste artigo, você vai entender de forma completa o que é o agravo de instrumento, o que mudou com o novo CPC, quando ele deve ser utilizado, quais recursos cabem contra sua decisão e como a tecnologia pode transformar sua gestão no jurídico corporativo.

O que é agravo de instrumento

O agravo de instrumento é um recurso processual utilizado para impugnar decisões interlocutórias, ou seja, decisões proferidas pelo juiz no curso do processo, antes da sentença final, e que não resolvem o mérito da causa.

Essas decisões podem afetar diretamente o andamento do processo ou gerar prejuízos imediatos ou de difícil reparação, como:

  • concessão ou indeferimento de tutelas provisórias
  • redistribuição do ônus da prova
  • exclusão de partes do processo
  • decisões sobre arbitragem
  • desconsideração da personalidade jurídica

Quando isso ocorre, o agravo de instrumento permite que a parte leve a discussão diretamente ao tribunal, sem aguardar a sentença final.

O recurso está regulamentado entre os artigos 1.015 e 1.020 do CPC, que disciplinam cabimento, prazo, forma de interposição e julgamento.

Qual é a finalidade do agravo de instrumento no processo

A principal função do agravo de instrumento é evitar que decisões interlocutórias causem danos irreversíveis ao direito da parte.

No contexto corporativo, isso significa:

  • proteger o caixa da empresa
  • evitar bloqueios indevidos
  • suspender decisões que afetem contratos, operações ou fornecimento
  • garantir equilíbrio processual ao longo da ação

Quando bem utilizado, o agravo corrige o rumo do processo ainda em andamento, reduzindo riscos jurídicos e financeiros.

Quando é cabível o agravo de instrumento segundo o novo CPC

O artigo 1.015 do CPC apresenta as hipóteses de cabimento do agravo de instrumento. Entre as mais relevantes, destacam-se:

  • decisões sobre tutelas provisórias
  • decisões que versam sobre mérito do processo
  • rejeição da alegação de convenção de arbitragem
  • incidente de desconsideração da personalidade jurídica
  • indeferimento ou revogação da gratuidade da justiça
  • decisões sobre exibição ou posse de documento ou coisa
  • exclusão de litisconsorte
  • admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros
  • redistribuição do ônus da prova
  • concessão ou revogação de efeito suspensivo aos embargos à execução
  • outras hipóteses previstas em lei

É fundamental destacar que nem toda decisão interlocutória é agravável. Nos casos fora do rol legal, a impugnação ocorre, em regra, em preliminar de apelação ou contrarrazões.

Rol do artigo 1.015 e a taxatividade mitigada

Inicialmente, o rol do artigo 1.015 foi interpretado como taxativo. No entanto, em 2018, o Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento da taxatividade mitigada.

Isso significa que, em situações excepcionais, o agravo de instrumento pode ser admitido mesmo fora do rol legal, desde que:

  • haja urgência
  • exista risco de inutilidade do julgamento futuro
  • a decisão cause prejuízo irreparável ou de difícil reparação

Esse entendimento ampliou a responsabilidade estratégica do jurídico, exigindo análise técnica apurada antes da interposição.

Agravo de instrumento no processo trabalhista

O agravo de instrumento também existe no âmbito da Justiça do Trabalho, mas com características próprias.

No processo trabalhista, ele é utilizado principalmente para:

  • destrancar recursos não admitidos, como recurso ordinário ou de revista

As principais diferenças são:

  • aplicação conforme a CLT, não o CPC
  • prazo de 8 dias úteis
  • análise geralmente vinculada à admissibilidade de outros recursos

Portanto, embora o nome seja o mesmo, a lógica e a finalidade são distintas.

Principais mudanças do novo CPC sobre o agravo de instrumento

O CPC de 2015 trouxe avanços relevantes para o instituto.

Prazo

O prazo para interposição passou a ser de 15 dias úteis, contados da intimação da decisão.

Caso falte alguma peça obrigatória, o agravante será intimado para regularizar o recurso em 5 dias úteis.

Efeito suspensivo

O agravo não possui efeito suspensivo automático. No entanto, o relator pode concedê-lo se houver:

  • probabilidade de provimento do recurso
  • risco de dano grave

Juízo de retratação

O juiz que proferiu a decisão agravada pode rever seu entendimento antes do julgamento pelo tribunal. Se isso ocorrer, o agravo perde o objeto.

Concessão de contrarrazões

O agravado tem 15 dias úteis para apresentar contrarrazões e juntar documentos relevantes.

Qual recurso cabe contra a decisão do agravo de instrumento

Caso a parte não concorde com o julgamento do agravo de instrumento pelo tribunal, é possível interpor recurso especial, desde que presentes os requisitos legais.

Esse recurso é de competência do Superior Tribunal de Justiça e se limita à análise de matéria infraconstitucional.

Para isso, é essencial que o agravo esteja corretamente formado, com todas as peças obrigatórias e fundamentação adequada.

Boas práticas para elaborar um agravo de instrumento eficaz

Uma elaboração técnica adequada aumenta significativamente as chances de sucesso do recurso.

Entre as principais boas práticas, destacam-se:

  • foco exclusivo na decisão agravada, sem repetir a petição inicial
  • fundamentação clara, objetiva e juridicamente consistente
  • correta juntada das peças obrigatórias
  • atenção rigorosa aos prazos processuais
  • organização lógica dos argumentos
  • conferência de dados das partes, procurações e assinaturas

No contencioso de massa ou corporativo, esses cuidados são ainda mais críticos.

Como a tecnologia transforma a gestão do agravo de instrumento

Gerenciar agravos de instrumento manualmente aumenta riscos de:

  • perda de prazo
  • peças incompletas
  • inconsistências documentais
  • falta de visibilidade estratégica

Com uma solução especializada, como o Sistema de Gestão Jurídica da Benner, o departamento jurídico passa a contar com:

  • controle automatizado de prazos
  • centralização de processos e documentos
  • organização inteligente de peças recursais
  • dashboards com indicadores estratégicos
  • redução de erros operacionais
  • mais previsibilidade e segurança jurídica

A tecnologia deixa de ser apoio operacional e passa a ser elemento estratégico da advocacia corporativa.

Conclusão

O agravo de instrumento é um recurso essencial para garantir equilíbrio, segurança e eficiência no processo civil, especialmente no contexto empresarial.

Compreender quando utilizá-lo, como estruturá-lo corretamente e como gerir seus prazos e documentos faz toda a diferença na redução de riscos e na preservação dos interesses da empresa.

Ao unir conhecimento jurídico sólido com tecnologia especializada, como a oferecida pela Benner, o departamento jurídico ganha eficiência, previsibilidade e capacidade estratégica para atuar em cenários cada vez mais complexos.

Se você busca mais controle, segurança e inteligência na gestão do contencioso, conhecer o Benner Jurídico é o próximo passo natural.

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