
A transformação digital ampliou a dependência das empresas em relação a sistemas, plataformas e serviços em nuvem. Dados deixaram de ser apenas ativos de suporte e passaram a ocupar posição central na operação, na reputação e no crescimento dos negócios.
Nesse contexto, a pergunta deixou de ser “o sistema funciona?” e passou a ser “os dados estão protegidos, governados e auditáveis?”. É nesse ponto que a certificação SOC 2 ganha relevância. Mais do que um selo, ela se consolida como um padrão de evidência sobre como uma empresa lida com segurança, controles internos e riscos operacionais.
Este artigo explica por que a certificação SOC 2 se tornou um divisor de águas para plataformas digitais e como ela influencia decisões de compra, parcerias e crescimento.
SOC 2, sigla para Systems and Organization Controls 2, é um framework de auditoria desenvolvido pelo American Institute of Certified Public Accountants, AICPA. Ele avalia se uma organização possui controles eficazes relacionados a cinco princípios de confiança:
Diferente de declarações internas ou selos autodeclaratórios, a certificação SOC 2 exige auditoria independente, realizada por terceiros especializados, que avaliam processos, políticas e controles ao longo do tempo.
Na prática, SOC 2 não valida intenção. Ele valida evidência operacional.
A exigência por SOC 2 não nasce da legislação, mas do mercado. À medida que operações se tornam mais digitais e integradas, o risco associado a falhas de segurança cresce exponencialmente.
Estudos globais indicam que incidentes de segurança podem gerar prejuízos médios de milhões de dólares por evento, considerando multas, paralisações, retrabalho e perda de confiança. Nesse cenário, empresas passaram a exigir garantias mais robustas de seus fornecedores tecnológicos.
SOC 2 surge como resposta a essa necessidade de confiança verificável.
Em processos de compra corporativa, especialmente em setores regulados, a certificação SOC 2 passou a ser tratada como pré-requisito.
Ela permite que empresas demonstrem, de forma objetiva, que:
Isso reduz incertezas e acelera decisões, encurtando ciclos de venda e negociação.
Um único incidente de segurança pode comprometer anos de construção de reputação. Além do impacto financeiro direto, falhas de governança afetam a confiança de clientes, parceiros e investidores.
O processo de certificação SOC 2 exige que a empresa:
Isso fortalece a postura de risco e reduz a probabilidade de incidentes críticos.
Embora não seja uma exigência legal, SOC 2 se tornou um habilitador de crescimento. Plataformas certificadas conseguem acessar mercados mais exigentes, como:
Além disso, a certificação reduz fricções em auditorias de clientes, processos de due diligence e renovações contratuais.
Outro efeito direto da certificação SOC 2 é o fortalecimento da governança interna. Ao exigir controles claros e rastreáveis, a auditoria eleva o nível de organização dos processos e da gestão de riscos.
Empresas certificadas tendem a:
SOC 2 deixa de ser apenas um tema de segurança da informação e passa a ser um indicador de maturidade organizacional.
Não existe uma lei que obrigue empresas a possuírem certificação SOC 2. Ainda assim, ignorar esse padrão pode significar:
Em mercados cada vez mais orientados por dados, confiança comprovada vale mais do que promessas.
A Benner possui certificação SOC 2, o que significa que seus sistemas passam por auditorias independentes que comprovam a eficácia dos controles de segurança e governança aplicados aos dados dos clientes.
Na prática, isso se traduz em:
Mais do que tecnologia, trata-se de um compromisso com confiabilidade e crescimento sustentável.
À medida que dados se tornam centrais para a operação das empresas, a certificação SOC 2 deixa de ser um diferencial opcional e se consolida como critério de escolha.
Ela transforma segurança em evidência, governança em prática cotidiana e confiança em vantagem competitiva. Para plataformas digitais, não é apenas sobre atender requisitos técnicos, mas sobre sustentar relações de longo prazo em um ambiente cada vez mais exigente.