
Nos últimos anos, o RH deixou de atuar apenas como uma área de suporte para assumir um papel cada vez mais estratégico nas decisões que impactam diretamente os resultados do negócio. Um dos principais vetores dessa transformação é a responsabilidade do RH na promoção da saúde preventiva dentro das organizações.
Esse movimento acontece porque a saúde corporativa passou a influenciar diretamente indicadores financeiros e operacionais. Aumento de absenteísmo, crescimento de afastamentos por doenças físicas e emocionais, elevação da sinistralidade dos planos de saúde e queda de produtividade tornaram evidente que saúde e performance caminham juntas. Hoje, empresas que não tratam a prevenção como prioridade acabam lidando com custos mais altos e menor previsibilidade.
Esse foi o tema central da palestra “O novo papel do RH na promoção da saúde preventiva”, realizada no estande da Benner durante o CONARH 2025. O painel reuniu lideranças que vivem esse desafio na prática:
Ao longo da conversa, as participantes reforçaram que a saúde corporativa deixou de ser um diferencial competitivo para se tornar um fator estratégico de sustentabilidade organizacional. Hoje, ela influencia diretamente indicadores como:
Teresa Bertoldi destacou que a prevenção não pode mais ser tratada como uma ação pontual ao longo do ano. Para ela, cuidar das pessoas é uma forma concreta de proteger o negócio e gerar valor sustentável no longo prazo. Quando a empresa estrutura políticas consistentes de saúde, reduz riscos operacionais e fortalece sua cultura.
Na Toyota, as decisões relacionadas à saúde são orientadas por dados estruturados, escuta ativa e integração entre diferentes dimensões do bem-estar. Isso permite maior alinhamento entre cuidado, performance e estratégia.
Paula Castelo Branco compartilhou a experiência da Total Express, que estruturou seu programa de saúde a partir de três pilares fundamentais:
Segundo ela, essa abordagem integrada trouxe impactos claros na redução do absenteísmo e no aumento do engajamento.
A saúde física envolve ações preventivas como campanhas de vacinação, incentivo à atividade física, exames periódicos e acompanhamento de doenças crônicas. Empresas que atuam nessa frente conseguem reduzir afastamentos prolongados e melhorar a disposição das equipes.
A saúde mental ganhou ainda mais relevância nos últimos anos. O aumento dos casos de estresse, ansiedade e esgotamento profissional reforçou a necessidade de políticas estruturadas de apoio emocional. Programas de escuta ativa, acesso facilitado a suporte psicológico e capacitação de lideranças para identificar sinais de sobrecarga tornaram-se essenciais. Ignorar a saúde mental hoje representa risco direto à produtividade e à retenção de talentos.
Já a saúde financeira influencia diretamente o bem-estar do colaborador. Endividamento e insegurança econômica geram ansiedade e impactam foco e desempenho. Empresas que promovem educação financeira e transparência sobre benefícios fortalecem a estabilidade emocional das equipes. A integração desses três pilares amplia o impacto da prevenção e consolida uma cultura de cuidado sustentável.
Um ponto-chave para o sucesso foi o envolvimento direto das lideranças. O RH estrutura programas e oferece ferramentas, mas a cultura de saúde só se sustenta quando a liderança assume o compromisso e dá o exemplo diariamente.
Outro destaque do painel foi o uso de dados confiáveis como elemento essencial para fortalecer a atuação estratégica do RH. Quando a área trabalha com indicadores estruturados, ela passa a dialogar de forma objetiva com áreas como finanças e operações.
Entre os principais indicadores monitorados estão:
Com essas informações, o RH consegue identificar padrões, antecipar riscos e propor ações preventivas mais eficazes. A saúde preventiva deixa de ser percepção e passa a ser gestão baseada em evidências.
Essa abordagem fortalece o posicionamento estratégico do RH e amplia sua influência nas decisões corporativas, demonstrando de forma clara o impacto das ações de saúde nos resultados da empresa.
Engajar colaboradores, especialmente em operações com alto volume e rotatividade, ainda é um dos grandes desafios. As líderes destacaram que a resposta passa por ações consistentes e próximas da realidade do colaborador.
Entre as principais estratégias estão:
A saúde preventiva precisa fazer sentido para quem está na operação. Quando as iniciativas são distantes da realidade do colaborador, a adesão tende a ser baixa. Proximidade, clareza e consistência são fundamentais para gerar engajamento real.
O debate reforçou que o RH não é apenas executor de programas de saúde. Ele é o articulador entre estratégia, cultura e execução.
Quando a prevenção é estruturada de forma estratégica, a empresa conquista:
O novo papel do RH na promoção da saúde preventiva é conectar cuidado e resultado. A prevenção deixa de ser ação isolada e se torna parte da estratégia corporativa.
A palestra está disponível na íntegra no vídeo abaixo. Assista e compartilhe com sua equipe de RH e liderança. Descubra como estruturar um programa de saúde preventiva sólido, estratégico e alinhado aos desafios reais do negócio.
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