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Gestão de Saúde
4.7.2025

Compliance na saúde suplementar: como atender às regulamentações e fortalecer a gestão das operadoras

compliance na saúde
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A conformidade regulatória é um dos pilares mais críticos para a sustentabilidade das operadoras de saúde suplementar. Em um setor altamente regulado, que lida diariamente com informações sensíveis, direitos assistenciais, exigências econômicas e obrigações legais rigorosas, garantir compliance deixou de ser apenas uma exigência normativa e passou a ser um fator determinante para a continuidade, a credibilidade e a segurança operacional da organização.

Mais do que evitar sanções, o compliance em saúde está diretamente relacionado à qualidade do atendimento, à segurança dos beneficiários, à transparência na relação com órgãos reguladores e à eficiência da gestão interna. Operadoras que não tratam a conformidade como parte da estratégia tendem a atuar de forma reativa, lidando com riscos recorrentes, autuações, contestações e crises reputacionais que poderiam ser prevenidas com processos bem estruturados e monitorados.

Neste artigo, você vai entender quais são as principais regulamentações do setor, como estruturar um programa de compliance eficaz e de que forma tecnologia e governança podem transformar a conformidade em vantagem operacional.

A importância do compliance no setor de saúde suplementar

O setor de saúde suplementar apresenta um nível de complexidade superior ao de muitos outros segmentos. As operadoras precisam equilibrar sustentabilidade financeira, qualidade assistencial, cumprimento rigoroso das normas legais e expectativas crescentes dos beneficiários. Qualquer falha nesse equilíbrio pode gerar impactos relevantes do ponto de vista regulatório, financeiro e reputacional.

O compliance atua como um mecanismo de proteção institucional, garantindo que processos, decisões e condutas estejam alinhados às normas vigentes. Na prática, isso significa menos improviso, mais padronização, maior previsibilidade e capacidade de resposta diante de fiscalizações e auditorias.

Com a evolução da atuação dos órgãos reguladores, a conformidade passou a ser avaliada não apenas pela existência de regras documentadas, mas pela capacidade das operadoras de demonstrar controle, rastreabilidade e evidências concretas de aderência às normas. Não basta “estar em conformidade”; é preciso provar a conformidade continuamente.

Principais regulamentações que impactam as operadoras de saúde

Regulamentações da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS)

A Agência Nacional de Saúde Suplementar é o principal órgão regulador do setor e tem como missão proteger o interesse público, garantindo equilíbrio entre operadoras, prestadores e beneficiários. Suas normas impactam diretamente a gestão, a operação e a governança das operadoras.

Entre as regulamentações mais relevantes, destacam-se:

  • Resolução Normativa nº 389/2015: estabelece procedimentos para fiscalização das operadoras, definindo critérios para auditorias, acompanhamento e aplicação de sanções.
  • RN nº 412/2016: trata das regras de reajuste dos planos individuais e familiares, exigindo transparência, consistência e aderência aos critérios definidos pela ANS.
  • RN nº 465/2021: reforça práticas mínimas de governança corporativa, gestão de riscos e controles internos, elevando o nível de maturidade exigido das operadoras.

Essas normas deixam claro que a ANS exige gestão estruturada, prevenção de riscos e capacidade contínua de comprovação de conformidade.

Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no contexto da saúde

A LGPD possui impacto profundo no setor de saúde, já que as operadoras lidam com dados pessoais sensíveis, como informações médicas, diagnósticos, tratamentos e histórico assistencial. O tratamento inadequado desses dados pode gerar penalidades severas, além de danos reputacionais difíceis de reverter.

Para garantir conformidade com a LGPD, as operadoras devem adotar medidas estruturais, como:

  • Obter consentimento claro e rastreável dos beneficiários, quando aplicável.
  • Implementar políticas robustas de segurança da informação, com controles de acesso e proteção contra vazamentos.
  • Definir responsabilidades e perfis de acesso, garantindo que cada colaborador visualize apenas o necessário.
  • Realizar treinamentos contínuos, reduzindo riscos de falhas humanas no tratamento de dados.

A LGPD exige não apenas ajustes técnicos, mas maturidade organizacional e governança de dados em toda a operação.

Lei dos Planos de Saúde (Lei nº 9.656/98)

A Lei dos Planos de Saúde estabelece as bases legais para a atuação das operadoras no Brasil. Ela define regras claras sobre:

  • Cobertura mínima obrigatória dos planos.
  • Regras de reajuste de mensalidades.
  • Direitos e deveres dos beneficiários.
  • Obrigações das operadoras na prestação dos serviços.

O descumprimento dessa legislação pode resultar em multas, ações judiciais, suspensão da comercialização de planos e outras sanções que comprometem a sustentabilidade do negócio. Por isso, o compliance precisa garantir que essas regras estejam incorporadas aos processos do dia a dia, e não apenas documentadas.

Como estruturar um programa de compliance em saúde

Implementação de um programa de compliance robusto

Para garantir o cumprimento das regulamentações, é fundamental estruturar um programa de compliance que seja prático, contínuo e integrado à gestão da operadora. Um programa eficaz deve incluir:

  • Código de conduta claro, estabelecendo valores, princípios e diretrizes para todos os colaboradores.
  • Políticas e procedimentos operacionais, traduzindo a legislação em orientações aplicáveis ao dia a dia.
  • Treinamento contínuo, garantindo que equipes compreendam seus papéis e responsabilidades.
  • Canais de comunicação e reporte, permitindo o registro de dúvidas, incidentes e desvios.

O compliance precisa ser percebido como parte do funcionamento da empresa, e não como uma área isolada.

Monitoramento, auditoria e controle contínuo

Não existe compliance sem monitoramento constante. As operadoras precisam acompanhar seus processos para garantir que as normas estão sendo seguidas na prática. Isso envolve:

  • Definição de indicadores de conformidade, alinhados às exigências regulatórias.
  • Auditorias internas periódicas, para identificar falhas e oportunidades de melhoria.
  • Auditorias externas, que tragam uma visão imparcial e reforcem a credibilidade da operação.
  • Planos de ação estruturados, para correção rápida de desvios identificados.

O monitoramento contínuo permite atuar de forma preventiva, reduzindo riscos antes que eles se tornem problemas regulatórios.

Gestão de riscos regulatórios

A gestão de riscos é parte indissociável do compliance. No setor de saúde, os riscos regulatórios podem gerar impactos financeiros, jurídicos e reputacionais relevantes. Uma abordagem estruturada envolve:

  • Mapeamento dos riscos regulatórios, considerando legislação, normas da ANS e LGPD.
  • Avaliação de impacto e probabilidade, priorizando riscos mais críticos.
  • Definição de controles internos e planos de mitigação, reduzindo exposição da operadora.
  • Acompanhamento contínuo, ajustando estratégias conforme mudanças regulatórias.

Essa abordagem fortalece a tomada de decisão e reduz a atuação reativa.

Cultura de conformidade nas operadoras de saúde

Compliance não se sustenta apenas com normas e sistemas. Ele depende da cultura organizacional. Para fortalecer essa cultura, é essencial:

  • Engajamento da alta administração, demonstrando que compliance é prioridade estratégica.
  • Comunicação clara e contínua, mantendo colaboradores informados sobre políticas e mudanças regulatórias.
  • Reconhecimento de boas práticas, valorizando comportamentos alinhados à conformidade.
  • Responsabilização consistente, tratando desvios de forma justa e transparente.

Uma cultura forte de compliance reduz resistências internas e aumenta a efetividade dos controles.

Benefícios de garantir compliance no setor de saúde

Operadoras que investem em compliance de forma estruturada colhem benefícios claros, como:

  • Redução de riscos legais e administrativos, diminuindo passivos e contingências.
  • Fortalecimento da reputação institucional, aumentando a confiança de beneficiários, parceiros e reguladores.
  • Maior eficiência operacional, com processos claros, padronizados e alinhados às normas.
  • Mais previsibilidade e segurança, apoiando decisões estratégicas.

Desafios na implementação do compliance em saúde

Apesar dos benefícios, a implementação do compliance enfrenta desafios importantes, como:

  • Complexidade regulatória, com grande volume de normas e atualizações frequentes.
  • Resistência cultural, especialmente em processos que exigem mudança de comportamento.
  • Custos iniciais de implantação, envolvendo tecnologia, treinamento e auditorias.

Superar esses desafios exige planejamento, capacitação contínua e uso de tecnologia para automatizar controles e reduzir falhas humanas.

Como a Benner apoia o compliance nas operadoras de saúde

A Benner oferece soluções completas para apoiar operadoras de saúde na garantia de compliance regulatório. Com tecnologia especializada, profundo conhecimento do setor e foco em governança, a Benner ajuda as operadoras a estruturar processos, fortalecer controles e garantir conformidade de forma contínua.

Suas soluções promovem rastreabilidade, segurança da informação, padronização de processos e apoio à tomada de decisão, transformando o compliance em um pilar estratégico da gestão.

Entre em contato com a Benner e descubra como evoluir a gestão de compliance da sua operadora de saúde com mais segurança, controle e transparência.

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