
Artigo escrito por: Erick Barbosa, Product Manager - Benner ERP
Se 2024–2025 foi a fase de automatizar, 2026 marca a virada para automatizar com evidência.
Com agentes de IA e automações executando decisões dentro do ERP, cresce a exigência por dados confiáveis, rastreabilidade, linhagem da informação, controles de acesso e evidências para auditoria, não mais como um projeto paralelo, mas como parte estrutural do sistema.
A governança de dados deixa de ser suporte e passa a ser infraestrutura crítica do ERP moderno.
Esse movimento é impulsionado por três forças objetivas:
Cadastro duplicado, campos críticos em branco e nomenclaturas inconsistentes deixam de ser detalhes operacionais.
Eles passam a representar risco operacional, financeiro e decisório, pois alimentam BI, automações e IA com dados incorretos e o erro escala junto com a automação.
Não basta apresentar indicadores financeiros ou operacionais.
A liderança passa a exigir rastreabilidade completa da informação: de onde veio o dado, como foi transformado e por que ele é confiável.
É nesse ponto que a governança de dados no ERP se consolida como ferramenta de transparência, compliance e confiança executiva.
As perguntas deixam de ser opcionais:
Com decisões cada vez mais orientadas por dados e automações, a trilha de auditoria precisa existir para investigar incidentes, justificar decisões, auditar processos e reduzir disputas internas.
O objetivo é garantir uma única versão confiável do dado, com origem, contexto e histórico claramente registrados.
A exigência evolui de simples controle de permissões para uma gestão estruturada de acessos.
Ganham prioridade:
Tudo isso assegura que os controles estejam efetivos, auditáveis e sustentáveis.
Auditoria não busca evidências montadas “na hora”.
Ela exige registros consistentes, recuperáveis e integrados ao processo, com trilhas claras de:
Isso reduz a dependência de coleta manual e aumenta drasticamente a confiabilidade da conformidade.
A pauta de 2026 não é apenas “adicionar governança de dados”, mas garantir confiança em escala.
Quando IA, automação e BI passam a orientar decisões críticas, o ERP precisa entregar algo que é básico e raro ao mesmo tempo: dados consistentes na origem, rastreabilidade contínua e evidência pronta para auditoria, sem criar atrito operacional.
É nesse ponto que algumas plataformas se diferenciam.
Elas não tratam governança como um módulo à parte, mas como um princípio de arquitetura.
A governança deixa de ser uma “camada de controle” e se torna infraestrutura de performance, porque:
Na prática, essa abordagem se materializa em três capacidades-chave:
Regras de validação, padronização e processos contínuos de saneamento reduzem erros e aumentam a confiabilidade dos dados na origem.
Trilhas de auditoria com histórico completo de criação e alteração, contexto, retenção organizada e consulta simples, garantindo rastreabilidade real.
Consolidação de dados e redução de duplicidades para sustentar BI, automações e análises com base sólida.
Quando a governança se torna critério de compra, a conversa naturalmente avança para maturidade de controles, segurança e auditoria, especialmente em ambientes corporativos que exigem padrões elevados de compliance.
Em 2026, o ERP deixa de ser apenas velocidade e passa a ser confiabilidade em escala.
Automação e IA aumentam eficiência, mas exigem dados consistentes, rastreabilidade e evidência nativa no processo.
Quem estrutura essa base agora avança com mais previsibilidade, menos atrito com auditoria e maior maturidade em compliance.
No fim, o ERP que sustenta 2026 é aquele que explica números e comprova decisões.