
A participação da Benner no CONARH 2025 reforçou um posicionamento claro: a gestão de pessoas vive um momento de transformação profunda. Entre os temas que mais mobilizaram o público esteve a atualização da NR-1 e a obrigatoriedade de gestão estruturada dos riscos psicossociais nas organizações.
Durante o evento, o estande da Benner recebeu líderes de RH, especialistas e executivos interessados em compreender como transformar uma exigência normativa em vantagem estratégica. A palestra “NR-1 e riscos psicossociais: novas exigências e o papel do RH” foi um dos momentos de maior repercussão, reunindo visões complementares sobre o tema.
Participaram do debate:
O encontro trouxe reflexões práticas, exemplos reais e um recado importante para o mercado: a saúde mental deixou de ser pauta acessória e passou a ocupar o centro da estratégia organizacional.
Um dos pontos centrais discutidos na palestra foi a mudança de paradigma trazida pela atualização da NR-1. Os riscos psicossociais agora integram formalmente o gerenciamento de riscos ocupacionais, exigindo das empresas processos estruturados de identificação, avaliação e controle.
No CONARH 2025, ficou evidente que muitas organizações ainda estão em fase inicial de adequação. Há dúvidas sobre metodologia, documentação, indicadores e integração com o inventário de riscos.
O debate no estande da Benner destacou que o maior desafio não é a ausência de dados, mas a falta de integração entre informações já disponíveis na empresa, como absenteísmo, rotatividade, afastamentos por transtornos mentais e resultados de pesquisas de clima.
A mensagem foi clara: não se trata apenas de promover bem-estar, mas de gerenciar riscos de forma técnica e contínua.
Durante a conversa, os especialistas reforçaram que iniciativas isoladas não atendem às exigências da norma.
Ginástica laboral, campanhas de conscientização ou programas pontuais de apoio emocional são importantes, mas não substituem o mapeamento técnico dos riscos psicossociais.
Eduardo Marcato destacou que a nova NR-1 exige:
Ou seja, é necessário demonstrar que existe um processo estruturado de gestão, e não apenas ações de apoio.
Esse ponto gerou grande interesse do público presente, especialmente entre profissionais de RH e SESMT que já enfrentam questionamentos internos sobre como operacionalizar a norma.
Um dos momentos mais ricos da palestra foi o compartilhamento da experiência do Hospital Pequeno Príncipe.
Michele Gomes apresentou o programa “Cores de bem-estar profissional”, iniciativa que há mais de duas décadas estrutura o cuidado emocional na instituição.
O diferencial, segundo ela, está na leitura sistêmica da operação. A gestão considera dados como:
Esse cruzamento de informações permite intervenções preventivas e direcionadas, respeitando a complexidade do ambiente hospitalar.
O público destacou a relevância de ouvir um case real que demonstra que a gestão de riscos psicossociais é viável quando há método e intencionalidade.
Alexandra Carrão reforçou que o RH precisa assumir posição estratégica nesse cenário. A adequação à NR-1 não pode ser delegada exclusivamente ao SESMT ou tratada como tema isolado.
Segundo ela, é fundamental:
No CONARH 2025, a discussão evidenciou que o RH moderno precisa transitar entre cultura organizacional, dados analíticos e responsabilidade legal.
Esse equilíbrio foi um dos grandes insights compartilhados no estande da Benner.
Além da palestra, a participação da Benner no CONARH 2025 reforçou o compromisso da empresa com soluções que apoiam a gestão estratégica de pessoas, compliance e governança corporativa.
O diálogo com o público evidenciou que as organizações buscam cada vez mais:
A atualização da NR-1 tornou ainda mais urgente a necessidade de tecnologia que conecte processos, indicadores e planos de ação de forma estruturada.
A edição de 2025 do CONARH consolidou uma tendência: o RH está cada vez mais conectado a temas de risco, governança e sustentabilidade.
Saúde mental, cultura organizacional, liderança e compliance deixaram de ser áreas separadas. Elas se cruzam e exigem visão sistêmica.
A participação da Benner no evento reforça esse posicionamento. Mais do que acompanhar tendências, a empresa atua como agente ativo na discussão sobre como transformar exigências legais em gestão estratégica.
A presença da Benner no CONARH 2025 evidenciou que a atualização da NR-1 e a gestão de riscos psicossociais não são temas passageiros. Eles representam uma nova fase na maturidade da gestão de pessoas.
O debate realizado no estande mostrou que as empresas que estruturarem processos claros, integrarem dados e capacitarem suas lideranças estarão mais preparadas para enfrentar esse cenário.
Mais do que cumprir uma norma, trata-se de fortalecer a sustentabilidade organizacional e consolidar o RH como protagonista estratégico.