
A saúde mental deixou de ser apenas uma pauta de bem-estar e passou a ocupar um lugar central na gestão de pessoas e no compliance trabalhista. Com a atualização da NR-1, os riscos psicossociais ganham destaque e passam a integrar, de forma obrigatória, a gestão de Saúde e Segurança do Trabalho nas empresas.
Esse foi o tema da palestra “NR-1 e Riscos Psicossociais: Novas Exigências e o Papel do RH”, realizada no estande da Benner durante o CONARH 2025, reunindo especialistas e líderes que vivem esse desafio na prática.
Participaram do debate:
Um dos principais pontos levantados pelos especialistas foi a necessidade de mudar a abordagem das empresas. Segundo eles, ainda é comum confundir ações pontuais de bem-estar com a efetiva gestão de riscos psicossociais.
Iniciativas como ginástica laboral, massagens ou campanhas isoladas não são suficientes para atender às exigências da NR-1. A norma exige identificação técnica dos riscos, com base em métodos científicos, e a correlação desses dados com indicadores já existentes, como absenteísmo, rotatividade, afastamentos e adoecimentos.
Os dados já existem. O desafio está em usá-los de forma estratégica.
Michele Gomes compartilhou a experiência do Hospital Pequeno Príncipe, que há mais de 24 anos mantém um programa estruturado de cuidado emocional, o “Cores de bem-estar profissional”.
A gestão de pessoas na instituição é feita com um olhar sistêmico, apoiado em dados concretos como:
Esse cruzamento de informações permite ações preventivas mais eficazes e direcionadas, respeitando a complexidade do ambiente hospitalar.
Eduardo Marcato destacou que um erro recorrente nas empresas é terceirizar o cuidado sem compreender o risco. A nova NR-1 não trata apenas de ações assistenciais, mas da construção de um plano técnico de gestão, integrado ao inventário de riscos ocupacionais.
Não se trata apenas de “cuidar”, mas de gerenciar riscos de forma estruturada, documentada e contínua.
Alexandra Carrão reforçou que o RH precisa assumir protagonismo nesse processo. Para ela, é fundamental abandonar ações genéricas e avançar para um modelo baseado em indicadores claros, metas e planos de ação direcionados.
Segundo Alexandra, o RH deve ser o primeiro a buscar informação, formar times interdisciplinares e envolver áreas como Jurídico, DHO, SESMT e lideranças em uma estratégia integrada de gestão dos riscos psicossociais.
A mensagem final da palestra foi direta e objetiva: não é necessário criar novas ferramentas, mas sim utilizar com excelência aquelas que já existem.
A atualização da NR-1 exige:
Mais do que uma obrigação legal, trata-se de uma oportunidade de amadurecimento da gestão de pessoas.
Se você atua em RH, liderança ou compliance, essa palestra é essencial para compreender as novas exigências da NR-1 e, principalmente, para aprender como cuidar das pessoas de forma consistente, estratégica e integrada ao negócio.
Acesse o conteúdo completo e aprofunde-se em um tema que já impacta diretamente a sustentabilidade das organizações.