Produtos
ERP PARA O FUTURO
Gestão EmpresarialGestão JurídicaGestão de LogísticaGestão de RHGestão da SaúdeGestão de Turismo
O ERP do futuro para impulsionar a gestão da sua empresa
Transforme a gestão de sua empresa em futuro.
E fazemos isso junto com você.
Segmentos
IndústriaAgronegóciosAtacado, Varejo e DistribuiçãoSaúdeServiços
Canais
Seja um canalConheça nossos canais
ESGBlogCASESA BENNERSOLICITE UMA DEMONSTRAÇÃO
be the future.
Blog |
Gestão de RH
16.10.2025

Saúde suplementar em 2026: o que muda nos planos de saúde e como as empresas devem se preparar

tendências dos planos de saúde para 2026
Compartilhe

A sustentabilidade dos planos de saúde no Brasil nunca esteve tão no centro das discussões estratégicas quanto agora. O aumento expressivo dos custos assistenciais, a transição demográfica acelerada e o avanço tecnológico colocaram a saúde suplementar diante de um cenário desafiador, mas também repleto de oportunidades.

No CONARH 2025, a Benner promoveu uma palestra que reuniu três grandes nomes do setor para uma análise realista, transparente e necessária sobre o futuro da saúde suplementar no país. Participaram do painel Raquel Reis (CEO da SulAmérica Saúde e Odonto), Helton Freitas (Presidente da Seguros Unimed) e a mediação de Mariana Marques (CEO da Boon).

Juntos, eles trouxeram reflexões profundas sobre os desafios estruturais do setor, os riscos à sustentabilidade financeira e as estratégias que devem orientar as decisões em 2026.

Um setor em ponto de inflexão

O consenso entre os especialistas foi claro: a saúde suplementar vive um momento de inflexão. O modelo tradicional de financiamento e utilização dos planos de saúde está sob forte pressão, exigindo revisão de práticas, políticas e modelos assistenciais.

Entre os principais fatores que pressionam os custos e dificultam a manutenção dos planos estão:

  • Envelhecimento acelerado da população
  • Aumento do uso de terapias contínuas e medicamentos de alto custo
  • Crescimento de fraudes e abusos
  • Avanço das judicializações
  • Desalinhamento entre práticas clínicas e diretrizes baseadas em evidências
  • Incorporação tecnológica sem análise adequada de custo-benefício

Esses fatores combinados criam um cenário de aumento constante da sinistralidade, impactando reajustes, competitividade e acesso ao benefício.

Envelhecimento populacional: o maior desafio estrutural

Um dos pontos mais enfatizados foi a transição demográfica brasileira. O país deixou de ser predominantemente jovem e caminha rapidamente para um perfil populacional mais envelhecido.

Segundo Dr. Helton Freitas, o cuidado com a população idosa exigirá:

  • Modelos assistenciais focados em prevenção
  • Gestão de doenças crônicas
  • Atenção primária estruturada
  • Coordenação de cuidado
  • Monitoramento contínuo de pacientes

O envelhecimento traz aumento na frequência de uso, maior necessidade de terapias prolongadas e ampliação de custos assistenciais. Portanto, operadoras e empresas contratantes precisarão desenvolver estratégias mais inteligentes de gestão de risco.

Judicialização e uso inadequado: o impacto invisível nos custos

Outro tema sensível debatido foi o crescimento da judicialização da saúde. Decisões judiciais que desconsideram protocolos clínicos ou diretrizes técnicas acabam gerando custos adicionais inesperados para as operadoras.

Raquel Reis destacou que a sustentabilidade do setor depende de uma responsabilidade compartilhada entre todos os atores do ecossistema, incluindo:

  • Operadoras
  • Prestadores de serviço
  • Profissionais de saúde
  • Empresas contratantes
  • Beneficiários

Práticas como uso excessivo de terapias sem indicação adequada, tratamentos estéticos mascarados e solicitações fora de protocolo contribuem para distorções no sistema.

A tendência para 2026 é que as operadoras invistam cada vez mais em:

  • Auditorias clínicas
  • Análises preditivas de risco
  • Monitoramento antifraude
  • Protocolos assistenciais baseados em evidências

O protagonismo do RH na sustentabilidade dos planos

Um dos pontos mais estratégicos levantados no painel foi o papel do RH nas empresas contratantes. Mariana Marques trouxe uma reflexão importante: o RH precisa deixar de ser apenas gestor contratual e assumir protagonismo na gestão da saúde corporativa.

Entre as ações recomendadas para 2026 estão:

  • Uso estratégico de dados de sinistralidade
  • Programas de educação em saúde
  • Incentivo ao uso consciente do plano
  • Campanhas de prevenção e promoção da saúde
  • Avaliação de modelos com coparticipação ou franquias
  • Comunicação clara sobre regras e coberturas

Empresas que utilizam dados para mapear padrões de utilização conseguem atuar preventivamente, reduzindo custos sem comprometer o acesso.

Inovação: tecnologia como aliada da sustentabilidade

Apesar dos desafios, o cenário também é promissor. A saúde suplementar vive um momento de transformação impulsionado por inovação tecnológica.

Entre as principais tendências para 2026 estão:

Medicina personalizada

Tratamentos mais direcionados, baseados em perfil genético e histórico clínico.

Atenção primária estruturada

Modelos centrados no médico de família e no cuidado coordenado.

Monitoramento remoto

Dispositivos e aplicativos que acompanham pacientes crônicos em tempo real.

Inteligência artificial

Análise preditiva para identificação de riscos, prevenção de doenças e gestão de sinistros.

Modelos baseados em valor

Remuneração atrelada a desfechos clínicos e qualidade assistencial, e não apenas volume de procedimentos.

No entanto, os especialistas reforçaram que inovação sem análise de custo-benefício pode agravar o problema. A tecnologia precisa estar alinhada à eficiência e à sustentabilidade financeira.

Sustentabilidade financeira: equilíbrio entre acesso e viabilidade

Um dos grandes desafios para 2026 será encontrar o ponto de equilíbrio entre:

  • Acesso ampliado
  • Qualidade assistencial
  • Inovação tecnológica
  • Controle de custos

Operadoras e empresas precisarão avaliar cuidadosamente reajustes, modelos de coparticipação e estratégias de negociação com prestadores.

A tendência é que haja maior:

  • Segmentação de planos
  • Personalização de coberturas
  • Uso de dados para definição de contratos
  • Transparência na composição de custos

O futuro da saúde suplementar no Brasil

O que ficou claro no debate é que o setor não pode mais operar com modelos reativos. A gestão da saúde suplementar em 2026 exigirá:

  • Governança baseada em dados
  • Integração entre áreas de RH e financeiro
  • Estratégias preventivas
  • Monitoramento contínuo
  • Educação do beneficiário

A sustentabilidade dos planos de saúde dependerá da capacidade de inovação com responsabilidade e da atuação conjunta de todo o ecossistema.

Assista à palestra completa

Se você atua em RH, gestão de benefícios ou participa da contratação de planos de saúde na sua empresa, compreender essas tendências é essencial para tomar decisões mais estratégicas em 2026.

A palestra apresentada no CONARH 2025 aprofunda cada um desses pontos com dados, exemplos práticos e análises de mercado.

Assista ao conteúdo completo e prepare sua organização para os desafios e oportunidades que vão definir o futuro da saúde suplementar no Brasil.

‍

Veja também

Gestão de RH
Penalidades do eSocial: riscos, multas e impactos para empresas fora da conformidade
O eSocial ampliou o controle e a fiscalização sobre as obrigações trabalhistas, previdenciárias e fiscais das empresas. Neste artigo, explicamos quais são as principais penalidades aplicadas às empresas fora da conformidade, incluindo multas por erros na folha de pagamento, falhas em saúde e segurança do trabalho, atraso no envio de eventos, omissão de acidentes de trabalho e riscos de processos trabalhistas. Um conteúdo essencial para empresas que desejam evitar passivos e manter segurança jurídica.
// SAIBA MAIS
Gestão de RH
eSocial e RH: como um sistema integrado transforma a gestão do setor
A integração entre o eSocial e um sistema de gestão de RH é fundamental para reduzir a complexidade das obrigações trabalhistas, previdenciárias e fiscais. Neste artigo, você entende o papel do eSocial na rotina do RH, os principais desafios enfrentados pelo setor, como a tecnologia automatiza processos, reduz erros e garante conformidade contínua, além de mostrar como essa integração fortalece o papel estratégico do RH nas organizações.
// SAIBA MAIS
Gestão Jurídica
eSocial trabalhista: perguntas e respostas sobre prazos, obrigatoriedade e multas
O eSocial trabalhista ainda gera muitas dúvidas entre empresas, especialmente sobre obrigatoriedade, prazos de envio e penalidades por descumprimento. Neste artigo, reunimos as principais perguntas e respostas sobre o tema, explicando quem deve utilizar o eSocial, quais eventos precisam ser informados, quais são os prazos legais e quais multas podem ser aplicadas em caso de erro ou omissão. Um guia prático para ajudar empresas, RH e áreas jurídicas a manterem a conformidade e evitarem riscos.
// SAIBA MAIS

Fale com a Benner e transforme a forma de gerir sua empresa

Entre em contato pelo telefone ou preencha o formulário. Nossa equipe vai entender as necessidades do seu negócio e mostrar como nossas soluções podem levar sua gestão a um novo nível de eficiência, segurança e resultado.
FALE COM SUPORTE
Este formulário é exclusivo para contato comercial.
Se você já é nosso cliente e precisa de suporte, clique aqui para falar com nossa equipe.
logo benner
siga nossas redes
empresa
A Benner
Canais
blog
Eventos
Fale conosco
Trabalhe Conosco
Suporte
produtos
Gestão empresarial
Jurídico
Logística
Recursos Humanos
Saúde
Turismo
contato
Av. Engenheiro Luis Carlos Berrini, 1681 -
4º andar - Cidade Monções, São Paulo - SP
11 2109-8500
Descubra como a Benner transforma desafios em resultados com tecnologia inteligente e parceria estratégica.
FALE COM UM ESPECIALISTA
© Benner Sistemas • Todos os direitos reservados • Política de Privacidade • BENNER SISTEMAS S/A - 02.288.055/0004 -17