
Custo elevado, baixa previsibilidade e pouco engajamento. Esse ainda é o retrato de muitos programas de saúde corporativa quando tratados apenas como uma obrigação operacional. Mas quando dados e inteligência entram no centro da estratégia, o cenário muda completamente.
Essa foi a provocação central da palestra “Dados e inovação: como a inteligência de dados está transformando o benefício saúde em estratégico”, realizada no estande da Benner durante o CONARH 2025.
O painel reuniu Mariana Marques (CEO da Boon), Severino Benner (CEO da Benner) e Juliano Patini (Head of People Services da CI&T). Três lideranças que vêm questionando o modelo tradicional de gestão de saúde corporativa e mostrando, na prática, como dados podem transformar custo em valor.
Juliano Patini compartilhou como a CI&T tem utilizado a análise de dados para atuar de forma preventiva, e não apenas reativa. Mais do que acompanhar a sinistralidade, a empresa analisa padrões de uso do plano, engajamento em programas de bem-estar e comportamentos de risco.
Essa leitura mais ampla permite ações direcionadas, comunicação mais transparente com operadoras e decisões baseadas em evidências, reduzindo surpresas e melhorando a previsibilidade dos custos.
Para Severino Benner, o atual modelo de saúde suplementar já dá sinais claros de colapso. Custos crescentes, fraudes, desperdícios e uso inadequado dos recursos exigem uma mudança imediata de postura por parte das empresas.
Ele destacou a importância de integrar dados, identificar padrões de consumo e atuar de forma estratégica sobre uma pequena parcela dos usuários que concentra a maior parte dos custos. Sem tecnologia e inteligência analítica, esse controle se torna praticamente inviável.
Mariana Marques reforçou que tecnologia, sozinha, não resolve. Para que os dados realmente gerem impacto, é fundamental combinar automação, cuidado humanizado e experiências acessíveis.
A telemedicina, quando bem estruturada, foi citada como exemplo de solução que reduz absenteísmo, melhora a experiência do colaborador e amplia o acesso à saúde, sem pressionar ainda mais os custos do plano.
O grande consenso do painel foi claro: não se trata apenas de reduzir custos, mas de cuidar melhor das pessoas com base em dados confiáveis.
Empresas que integram informações de saúde ocupacional, medicina preventiva, absenteísmo e produtividade conseguem agir de forma mais estratégica, reduzir riscos e construir ambientes de trabalho mais saudáveis e sustentáveis.
A palestra está disponível na íntegra no vídeo abaixo. Assista, compartilhe com sua equipe e descubra como dados, inovação e gestão responsável podem transformar o benefício saúde em um ativo estratégico para o seu negócio.