
Custo elevado, baixa previsibilidade e pouco engajamento. Esse ainda é o retrato de muitos programas de saúde corporativa quando tratados apenas como uma obrigação operacional dentro da área de benefícios. Em muitas organizações, o plano de saúde é visto como um item fixo do orçamento, renegociado anualmente, mas pouco analisado de forma estratégica ao longo do ano.
Mas quando dados, tecnologia e inteligência analítica entram no centro da estratégia, o cenário muda completamente. A saúde deixa de ser apenas custo e passa a ser um instrumento de gestão, previsibilidade e geração de valor para o negócio.
Essa foi a provocação central da palestra “Dados e inovação: como a inteligência de dados está transformando o benefício saúde em estratégico”, realizada no estande da Benner durante o CONARH 2025.
O painel reuniu três lideranças que vêm questionando o modelo tradicional de gestão de saúde corporativa:
Três perspectivas complementares que mostraram, na prática, como os dados podem transformar custo em valor e benefício em estratégia.
Juliano Patini compartilhou como a CI&T tem utilizado a análise de dados para atuar de forma preventiva, e não apenas reativa. Em vez de esperar o reajuste anual do plano para agir, a empresa acompanha indicadores ao longo de todo o ciclo.
Mais do que monitorar apenas a sinistralidade, a organização analisa:
Essa leitura mais ampla permite antecipar problemas antes que se tornem crises financeiras. Ao identificar grupos de maior risco ou padrões de utilização atípicos, o RH consegue direcionar campanhas, ajustar comunicação e dialogar com operadoras de forma mais estratégica.
Com isso, reduz-se a surpresa no momento da renovação contratual e aumenta-se a previsibilidade orçamentária. A gestão baseada em dados substitui a gestão baseada em reação.
Para Severino Benner, o atual modelo de saúde suplementar apresenta sinais claros de esgotamento estrutural. Custos crescentes acima da inflação, fraudes, desperdícios, judicializações e uso inadequado dos recursos pressionam empresas de todos os portes.
Ele destacou que, na maioria das carteiras, uma pequena parcela de usuários concentra grande parte dos custos assistenciais. Sem tecnologia e inteligência analítica, identificar esses padrões se torna praticamente inviável.
A mudança de postura passa por:
Sem dados estruturados, a empresa negocia às cegas. Com dados, ela negocia com estratégia.
O benefício saúde deixa de ser apenas um contrato e passa a ser um ativo gerenciado com inteligência.
Mariana Marques trouxe um ponto essencial para equilibrar o debate. Tecnologia sozinha não resolve. Dados sem contexto não geram transformação.
Para que a inteligência analítica produza impacto real, é necessário combinar:
A telemedicina foi citada como um exemplo concreto de inovação que reduz absenteísmo, melhora a experiência do colaborador e amplia o acesso à saúde, sem pressionar ainda mais os custos do plano.
Quando bem estruturada, ela reduz deslocamentos, acelera atendimentos e aumenta o engajamento em ações preventivas. Tecnologia com empatia gera eficiência sem perder o cuidado.
O grande consenso do painel foi claro: não se trata apenas de reduzir custos, mas de cuidar melhor das pessoas com base em dados confiáveis.
Empresas que integram informações de:
conseguem agir de forma mais estratégica, reduzir riscos e construir ambientes de trabalho mais saudáveis.
Essa abordagem fortalece o RH, que passa a dialogar com áreas como finanças e diretoria executiva com base em números concretos, demonstrando o impacto direto da saúde corporativa no resultado do negócio.
A saúde deixa de ser apenas benefício e se torna indicador estratégico.
A principal mensagem da palestra foi que a saúde corporativa precisa sair do campo da obrigação e entrar definitivamente na agenda estratégica da empresa.
Quando bem gerida, ela contribui para:
O RH que utiliza dados de forma inteligente transforma o benefício saúde em vantagem competitiva.
A palestra está disponível na íntegra no vídeo abaixo. Assista, compartilhe com sua equipe e descubra como dados, inovação e gestão responsável podem transformar o benefício saúde em um ativo estratégico para o seu negócio.
Se sua empresa ainda trata saúde corporativa apenas como custo, talvez seja o momento de evoluir para uma gestão baseada em evidências, inteligência e estratégia.